Caso Pedrinhas: Jhonathan Silva diz que já vinha sendo ameaçado por Alan Kardec desde 2016

Jhonathan de Sousa Silva.

Em depoimento à polícia, Jhonathan Sousa Silva, disse que matou o detento Alan Kardec porque estava sendo ameaçado de morte. O crime ocorreu no último domingo (7), no presídio São Luís.

Jhonathan Silva afirmou que as ameaças ocorriam desde 2016. Ele contou que depois que foi ameaçado de morte, teve um desentendimento com Alan Kardec em um jogo de bola, sendo necessária a intervenção de outros internos para separar a briga; Alan Kardec gritava para os internos apoiarem ele.

Jhonathan ainda contou que há duas semanas se desentendeu com Alan Kardec em um jogo de xadrez, tendo ele dito para outro interno que resolveria com o interrogado suas diferenças na quadra, porque, se não fosse do jeito dele, iria esfaqueá-lo.

Enquanto estava em sua cela, uma noite antes do crime, ouviu o barulho de amolar de facas, mas não sabia de qual cela vinha. Na manhã, quando foi ao banheiro, encontrou um chuço no chão, próximo ao vaso sanitário. Pegou o chuço, indo em direção a Alan Kardec, e desferiu um golpe na região do peito, relatou.

De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), o caso será coordenado pelo delegado Luigi Conde Neto, da 12ª Delegacia de Polícia Civil, do bairro Maracanã. Detalhes sobre o caso serão mantidos em sigilo para não comprometer o andamento do processo investigativo. A Polícia Civil abriu um inquérito, e o caso está sendo investigado.

Jhonathan de Sousa retornou à Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís (UPSL 4), onde estava custodiado em uma cela individual, em regime diferenciado. Segundo informações, ele retornou ao mesmo xadrez onde estava, justamente onde encontrou, no banheiro, o pedaço de ferro que foi transformado em arma usada para assassinar Alan Kardec.

Em nota, o delegado Luigi Conde, titular do 12º Distrito Policial, no bairro do Maracanã, em São Luís, informou que vai agendar novos depoimentos envolvendo o homicídio do detento Alan Kardec Dias Mota, no domingo, 7, na Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís 4 (UPSL 4), praticado pelo também detento Johnathan de Sousa Silva.

“Nos próximos 10 dias de investigação, tempo em que deverá demorar o inquérito policial, vamos ouvir outros detentos que participavam da rotina da vítima, servidores penitenciários e também familiares, se preciso for”, afirmou o delegado.

“A princípio, uma desavença teria motivado o crime, mas precisamos desses novos elementos para definir o caso. A situação do autor não muda, pois o mesmo já é interno do sistema prisional”, explicou Luigi Conde.

Johnathan de Sousa Silva, que já foi condenado a 25 anos de prisão pelo assassinato do jornalista Décio Sá, em 2012, prestou depoimento e foi inicialmente indiciado por homicídio qualificado, que é quando a vítima não tem chance de defesa.

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